O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), através da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN) e em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), e Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) realiza o mapeamento das comunidades tradicionais de terreiro nas capitais e regiões metropolitanas dos estados do Pará, Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Esse projeto é executado pela Associação Filmes de Quintal, instituição de pesquisa e documentação cujas experiências com comunidades tradicionais vêm sendo destacadas, tendo sido a instituição habilitada em edital público para a realização desta   pesquisa.
O Mapeamento: a proposta de mapeamento definiu estratégias metodológicas e de abordagem com o objetivo de ir além da contabilização, registro e geo-localização das comunidades em foco. Procurou-se conhecer suas características em relação a um conjunto de indicadores pertinentes para orientar a construção de políticas públicas específicas.
Foco: como foco de pesquisa, enfatizou-se a dimensão comunitária e o caráter étnico, considerando-se a organização social e o trabalho tradicionalmente desenvolvido pelas comunidades de terreiro. Espaços de solidariedade social e étnica, as comunidades pesquisadas estão imbricadas na rede mais ampla de solidariedade e organização particular dos espaços geográficos nos quais se inserem e são fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas estruturantes em diversas áreas, aqui destacando-se a área de Segurança Alimentar e Nutricional  Por essa razão, tornam-se fundamentais como objeto de pesquisa para a construção de políticas públicas estruturantes nos diversos segmentos da sociedade, e neste caso em especial, na área de Segurança Alimentar e Nutricional. 
As comunidades de terreiro têm importância organizativa reconhecida por moradores de comunidades marcadas pela escassez de alimentos e sócio-econômica. Assim, as religiões de matriz africana e afro-descendentes são apresentadas nessa pesquisa como religiões de caráter eminentemente étnico e marcadamente sócio-comunitárias. Estas se inserem em um continuum cultural-religioso, através de um conjunto articulado de significados e símbolos próprios a cada expressão ritual/religiosa. Se destacam pela diversidade de expressões compondo um cenário extremamente plural: candomblé, umbanda, batuque, nação, tambor de mina, xambá, omolocô, pajelança, jurema, quimbanda, xangô, dentre outras variantes rituais.
Acolher numa publicação uma diversidade  tão impactante  significa um passo definitivo para o reconhecimento e fortalecimento das Comunidades Tradicionais de Terreiro como instâncias de organização social fundamentais para suas comunidades imediatas, suas comunidades de entorno, e para a sociedade e a cultura do nosso país. A pesquisa/ mapeamento construído com a participação dos integrantes das comunidades significa assim, uma importante política voltada para a produção de conhecimento qualificado sobre esse universo. Resultados: em Belém foram mapeadas 1.189 casas, em Belo Horizonte, 353; em Porto Alegre, 1.342: em Recife: 1.261, em um total de 4.045 comunidades tradicionais de terreiros cadastradas. Os registros fotográficos que são aqui apresentados foram realizados pelos pesquisadores-entrevistadores.